domingo, 19 de fevereiro de 2017

Conta e Tempo



Deus pede estrita conta de meu tempo. 

E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta. 
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta 
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo? 

Para dar minha conta feita a tempo, 
O tempo me foi dado, e não fiz conta, 
Não quis, sobrando tempo, fazer conta, 
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo. 


Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta, 
Não gasteis vosso tempo em passatempo. 
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta! 

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo, 
Quando o tempo chegar, de prestar conta 
Chorarão, como eu, o não ter tempo... 


Frei António das Chagas, in 'Antologia Poética' 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

FALANDO UM POUCO SOBRE VIAGEM ASTRAL

O que você conhece sobre viagem astral, chakras, aura, planos espirituais e corpos sutis? Ou você é o tipo de pessoa que pensa ser como se vê diante do espelho?





Não sei ao certo o nível de conhecimento e experiência que você tem sobre esse tema, mas diante do que for exposto aqui, saberá em que ponto está dos seus conhecimentos e o que precisa pesquisar mais para avançar na senda da luz.




As pessoas fazem viagem astral todos os dias, consciente ou inconscientemente. Até aí tudo bem, mas a verdadeira saída astral é aquela que se faz com consciência do que está acontecendo, como se tivesse a noção exata dos planos extrafísicos que nos cercam. Estar lúcido do que está acontecendo faz com que sejamos mais conectados com nosso compromisso firmado antes mesmo da encarnação.



Muitos desinformados desencarnam e encontram uma outra realidade da qual não conheciam e a partir daí, pensam que continuam vivos, digo na matéria física. Ficam perturbados, confusos e não seguem o caminho espiritual que deveriam seguir. Não conseguem perceber a presença dos seres de luz ou mesmo ouvir o que estão falando quando se aproximam deles. A questão da vibração e sintonia é algo fundamental nesse caso. Uma pessoa desencarnada em um corpo astral mais denso, com desejos incontroláveis e vícios trazidos do palco onde vivia na matéria, continua além da vida com esses mesmos desejos pelos quais deveria ter tentado se desvencilhar enquanto estava vivo. Não existe mágica só porque a pessoa desencarnou. Tudo continua igual, porém em outro plano.

        
      

Segundo o livro “A Vida além da sepultura” de Ramatis, Atanagildo conta suas impressões pós morte no plano físico. Esse livro foi um despertar para mim e ao mesmo tempo que sentia extasiada com a experiência contada por ele, uma imensa sensação tomou conta de mim, como se aquilo que estava sendo revelado, era de fato algo verdadeiro para meu espírito. Segue uma pequena parte do capitulo 1 “A caminho do Além” e deixo o link para quem quiser ler em pdf, encontrado num site de obras espíritas para download grátis...link: http://bvespirita.com/A%20Vida%20Alem%20da%20Sepultura%20(psicografia%20Hercilio%20Maes%20-%20espiritos%20Atanagildo%20e%20Ramatis).pdf A atitude de compartilhar o conhecimento que primeiramente não é nosso, mas é amorosamente divulgado, me dá a certeza que grupos de almas espirituais evoluídas querem que todos possam ter o conhecimento e que esteja nas mãos de qualquer interessado. Não importa a crença religiosa das pessoas, importa que a sensação ao ler um livro espiritualista faça uma verdadeira transformação na pessoa capaz de impulsioná-la a realizar uma reforma íntima. Uma coisa é certa, ninguém poderá dizer que não teve oportunidade de conhecer algo, porque quando chega o momento e demonstramos interesse, as coisas fluem. Sabe aqueles dizeres: quando o discípulo está pronto o mestre aparece? Nesse caso, caminhamos para sermos mestres de nós mesmos com a nossa consciência Eu Sou. Vamos a um pequeno trecho do livro, desejando que você que me lê agora, tenha interesse em continuar lendo através do link que eu disponibilizei acima, bem como outras obras de cunho espiritualista.
·         Eu havia completado vinte e oito anos de idade e guardava o leito, acometido de complicada inflamação nos rins, enquanto o médico da família esgotava todos os recursos para diminuir a cota de uréia que me envenenava o corpo, causando-me terrível opressão que parecia esmagar-me o peito. Em face da minha angústia, que aumentava de momento a momento, procurei explicar ao médico o que sentia, ansioso de um alívio, mesmo que fosse por breves instantes. Mas estranhava, ao mesmo tempo, que, à medida que baixava a minha temperatura, aguçavam-se-me os sentidos; algumas vezes tinha a impressão de que era o centro consciencial, absoluto, de toda a agitação que se fazia em torno de meu leito, porque captava o mais sutil murmúrio dos presentes. De modo algum poderia compreender a natureza do estranho fenômeno que me dominava pois, à medida que recrudescia a minha faculdade de ouvir e sentir, também em minha alma se fazia misterioso barulho, como se esquisita voz sem som me gritasse num tom desesperado. Era terrível associação psicológica; algo desconhecido, que se impunha e me bradava sinal de perigo, rogando-me urgente coordenação e rápido ajuste mental. Das fibras mais íntimas de minha alma partia violento apelo, que me exigia imediata atenção, a fim de que eu, providenciasse os meios necessários para eliminar um iminente perigo invisível. Súbito, a voz do médico se fez ouvir, com inusitada veemência: - Depressa! O óleo canforado.  Então, invisível torpor já não me deixava agir, e do imo de minha alma começava a crescer o impacto invasor, que principiava a agir sobre a minha consciência em vigília; depois, num implacável crescendo, percebia que no meu ser eclodia um angustiado esforço de sobrevivência, que se produzia pelo instinto de conservação. Tentei reunir as derradeiras forças que se me esvaíam, a fim de rogar o socorro precioso do médico e avisá-lo de que carecia de sua imediata intervenção. Entretanto, sob forte emoção e instintivamente atemorizado, eis que ouvi-o dizer desalentado: - Nada mais se pode fazer! Conformem-se, porque o senhor Atanagildo já deixou de existir! Meu corpo já devia estar paralisado mas, pelo choque vivíssimo que recebeu a mente, compreendi perfeitamente aquele aviso misterioso que antes se evolara do âmago de minha alma; fora o desesperado esforço que o instinto animal despendera para que eu ainda comandasse o psiquismo sustentador das células cansadas! A comunicação do médico gelou-me definitivamente as entranhas, se é que ainda existia nelas algum calor de vida animal. Embora eu sempre tivesse sido devotado estudioso do Espiritismo filosófico e científico, do mundo terreno, é inútil tentar descrever-nos o terrível sentimento de abandono e a aflição se me tomaram a alma, naquele momento. Eu não temia a morte, mas partia da Terra exatamente no momento em que mais desejava viver, porque principiava a realizar projetos amadurecidos desde a infância e, além disso, estava próximo de constituir o meu lar; que também fazia parte do meu programa de atividades futuras. Quis abrir os olhos, mas as pálpebras pesavam-me como chumbo; envidei hercúleos esforços para efetuar qualquer movimento; por mais débil que fosse, na esperança de que os presentes descobrissem que eu ainda não "morrera", o que de modo algum podia acreditar, tal era a minha agudeza interior. Então repercutiu-se violentamente esse esforço pela rede "psico-mental", e ainda mais se avivaram os sentidos já aguçados da alma, os quais transmitiam-me as notícias do mundo físico através de exótico sistema telefônico que eu sempre ignorara possuir. Sentia-me colado à pele ou às carnes cada vez mais frígidas, como se estivesse despido e apoiado sobre geladas paredes de cimento em manhã hibernal. Apesar desse estranho frio, que eu supunha residir exclusivamente no sistema nervoso, podia ouvir todas as vozes dos "vivos", os seus soluços, clamores e descontroles emocionais junto ao meu corpo. Através desse delicadíssimo sentido oculto e predominante noutro plano vibratório, pressenti quando minha mãe se debruçou sobre mim, e ouvi-a pronunciar: - Atanagildo, meu filho! Não podes morrer; tu és tão moço!... Senti a dor imensa e atroz que lhe ia pela alma, mas eu me encontrava algemado à matéria hirta, não podendo transmitir-lhe o mais débil sinal e aliviá-la com a sedativa comunicação de que ainda me encontrava vivo. Em seguida, achegaram-se vizinhos, amigos e talvez algum curioso, pois eu os pressentia sempre e captava-lhes o diálogo, embora tudo me ocorresse sob estranhas condições psíquicas, porquanto não assinalava nenhuma vibração por intermédio dos sentidos comuns do corpo físico. Sentia-me, por vezes, suspenso entre as duas margens limítrofes de dois mundos misteriosamente conhecidos, mas terrivelmente ausentes! Às vezes, como se o olfato se me aguçasse novamente, pressentia o cheiro acre do álcool que servira para a seringa hipodérmica, assim como algo parecido ao forte odor do óleo canforado. Mas tudo isso se realizava no silêncio grave de minha alma, porquanto não identificava os quadros exteriores, assim como não conseguia avaliar com exatidão o que devia estar me acontecendo; permanecia oscilando, continuamente, entre as sensações de um pesadelo mórbido. De vez em quando, por força dessa acuidade psíquica, o fenômeno se invertia; então eu me via centuplicado em todas as reflexões espirituais, no estranho paradoxo de me reconhecer muito mais vivo do que antes da enfermidade que me vitimara. Durante a minha existência terrena, desde a idade de dezoito anos, eu desenvolvera bastante os meus poderes mentais, através de exercícios de natureza esotérica; por isso, mesmo naquela hora nevrálgica da desencarnação, conseguia manter-me em atitude positiva, sem me deixar escravizar completamente pelo fenômeno da morte física; eu podia examiná-lo atentamente, porque já era espírito dominado pela idéia da imortalidade. Postado entre dois mundos tão antagônicos, sentindo-me no limiar da vida e da morte, guardava uma vaga lembrança de que aquilo já me havia ocorrido, alhures, e que esse acontecimento não me parecia suceder-se pela primeira vez. O raciocínio espiritual fluía com nitidez, e a íntima sensação de existir, independentemente de passado ou de futuro, chegava a vencer as impressões agudíssimas, que por vezes me situavam em indomável turbilhão de energias que se punham em conflito na intimidade de meu perispírito... (pg 17).  Continua ... http://bvespirita.com/A%20Vida%20Alem%20da%20Sepultura%20(psicografia%20Hercilio%20Maes%20-%20espiritos%20Atanagildo%20e%20Ramatis).pdf

Precisamos descondicionar a mente das impressões que se formaram ao longo do tempo. É importante manter um bom padrão mental durante o dia para conseguir desenvolver uma boa projeção astral. Portanto, deve-se evitar ficar agitado antes de dormir, pois o cérebro ficará condicionado e continuará no mesmo ritmo, demorando por mais tempo a sintonizar com as vibrações projetivas.



O corpo pode dormir, mas lembre-se que a consciência deverá ficar o mais possível desperta. Seria como deixar o corpo na cama e despertar a consciência em outro corpo mais sutil “o corpo astral” o qual fica ligado ao corpo físico pelo que se denomina “cordão de prata”; como um balão de gás preso por um barbante amarrado a uma pedra. Isso mostra quão denso é o corpo físico identificado nesse exemplo com a pedra.



“É importante lembrar que para ter uma boa projeção, deve-se começar desde o momento que acordou e harmonizar-se consigo e com o outro. O desequilíbrio emocional faz com que as energias do corpo astral se adensem e tornem a projeção consciente mais difícil. Além disso, pode criar condições para que obsessores espirituais se aproximem durante a experiência.” 1

 Deixo abaixo algumas dicas encontradas na vasta literatura sobre esse tema:

·         “Existem muitas barreiras que impedem o projetor de alcançar um estado favorável para projeção, que deve ser vencido gradativamente; o medo é uma dessas barreiras. Supere-o com o conhecimento sobre o assunto.
·         Tenha consigo que não estará sozinho. Haverá sempre amparadores amigos, guias e protetores astrais.
·         Evite deitar com a “barriga cheia”.  
·         Desenvolva uma vontade firme de se projetar. Pratique o hábito de leitura sobre assuntos espiritualistas e projeção astral, principalmente perto da hora de deitar. É bom distrair-se com algo que lhe agrade. Uma boa opção é ler um pouco e ouvir uma boa música mais suave.” 1 
·         Repita sempre para você mesmo até não mais se identificar com seu corpo: “Eu Sou um ser de luz”. “Eu Sou um espírito”.
·         Medite e busque respostas sobre as perguntas: “quem sou”, “de onde vim”, “qual é o meu objetivo de estar aqui na terra”.



Alguns assuntos que você precisa conhecer para ampliar seus conhecimentos espirituais: Os corpos sutis, chakras, aura, autoconsciência, bioenergia, prana, psiquismo e auto defesa psíquica, dimensões extrafísicas, ....

Por Teresa Rosas

1           Parte extraída de textos recebidos espiritualmente de Wagner Borges - Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB



Imagens: Google